terça-feira, 6 de maio de 2014

Depressão, timidez, pessimismo... Tudo isso tem mais do que um lado bom: podem ser peças fundamentais para uma vida melhor e mais feliz.



A mulher mais rica do Reino Unido ganhou sua fortuna escrevendo um livro juvenil durante uma crise de depressão, enquanto sustentava sua filha com ajuda do governo. Tinha acabado de perder o emprego e de se divorciar. O maior filósofo do século 20 não passou no vestibulinho do colegial e sofreu bullying na escola por escrever errado, ter péssima memória e não fazer amizades - não se interessava em conviver com pessoas. Humanos também não eram os seres prediletos do mais conhecido intérprete de J. S. Bach, que não tocava para plateias nem deixava que pessoas encostassem nele. E o inventor da lâmpada era tão avoado que foi expulso da escola aos 8 anos e precisou estudar em casa.

J. K. Rowling, Ludwig Wittgenstein, Glenn Gould e Thomas Edison. Essas pessoas atingiram o sucesso não apesar de suas falhas, mas por causa delas. Certos padrões de personalidade e de ânimo considerados até mesmo transtornos mentais foram selecionados ao longo da evolução. Talvez essas adaptações não sejam tão vantajosas hoje quanto na época em que vivíamos fugindo de predadores, lutando com rivais e caçando presas. Mas tais peculiaridades preenchem os buracos criados pela normalidade da maioria das pessoas.

Desatentos conseguem captar ao mesmo tempo vários estímulos do ambiente e, com isso, fazer associações inesperadas, criativas. Outras pessoas não conseguem se interessar pelo que há à sua volta, mas exatamente por isso concentram-se dias a fio num só raciocínio e chegam a conclusões geniais. A ansiedade nos protege de pagar para ver uma ameaça, e a tristeza e o pessimismo nos fazem desistir de ilusões.

Portanto, se você tem amigos esquisitos, sinta-se sortudo. Você se acha meio diferente? Saiba nas próximas páginas por que isso pode ser bom.

DEPRESSÃO

Do ponto de vista clínico, não há nada de bom na depressão. Ela aprisiona no sofrimento pessoas que, paralisadas, não conseguem tomar atitudes que melhorariam sua vida. Isolam-se socialmente e tendem a remoer um problema. Às vezes, até a morte. Mas não. Até ela tem seu lado positivo. Para começar a entender qual é esse lado, temos que responder a uma pergunta: por quê, afinal, a depressão existe? Uma hipótese é a de que, conforme a civilização se desenvolveu, o homem alterou seu ambiente numa velocidade maior do que sua capacidade de adaptar-se a ele. Evoluímos para viver em grupos de 50 a 70 membros seguindo o ciclo do Sol, com a preocupação de obter alimento e procriar. Agora as coisas mudaram um pouco: temos de nos preocupar com contas, imagem, carreira... E muitos planos acabam frustrados - talvez mais do que a cabeça foi feita para aguentar. Pior: temos hábitos sedentários e, graças à luz artificial, fazemos nosso corpo funcionar no tempo do relógio, e não no do Sol. Tudo isso explicaria por que a prevalência da depressão tem aumentado. "É o mesmo que ocorre com nosso sistema cardiovascular, que não evoluiu para dar conta de alimentos gordurosos e pouco exercício", afirma Paul Gilbert, da Universidade de Derby, no Reino Unido.

Mas não é só isso. Outra corrente defende que a depressão existe porque foi talhada pela seleção natural, ou seja: porque oferece vantagens a seus portadores. Segundo o médico Randolph Nesse, da Universidade de Michigan, ela teria a mesma função da dor: garantir nossa sobrevivência diante de um risco. Quando um tecido está prestes a ser lesionado durante alguma atividade física, nossos neurônios transmitem um estímulo que nos impede de seguir além de nossos limites. A depressão funciona da mesma forma - mas, em vez de impedir fisicamente que você assuma um risco, ela atua no ânimo. A euforia e a depressão serviriam para regular nossas ações na busca por um objetivo. Um dos primeiros cientistas a pensar isso como uma adaptação foi o psicólogo americano Eric Klinger. Num artigo de 1975, ele analisou como o humor melhora conforme o progresso na busca de um objetivo. Isso motiva a pessoa a continuar a se esforçar e assumir riscos cada vez maiores. Quando esses esforços começam a falhar, uma piora no ânimo a faz voltar atrás, preservar suas reservas e reconsiderar opções. Essa piora, essa depressão leve, abre espaço para a introspecção e o autoexame necessários para tomar decisões difíceis, como desistir de objetivos inalcançáveis e buscar novas metas. Foi justamente o que observaram pesquisadores da Univerdidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Por 19 meses, eles acompanharam 97 adolescentes, analisando sua capacidade de deixar de lado objetivos muito difíceis (ou inalcançáveis), como virar um músico famoso, e abraçar outras metas, como dar duro para entrar numa boa faculdade. Enquanto isso, os pesquisadores também observaram sintomas de depressão nos voluntários. Conclusão: as pessoas com sintomas de depressão leve conseguiam abrir mão com mais facilidade de objetivos irrealistas. Elas davam menos murro em ponta de faca. E tendiam a sair da adolescência menos machucados, mais felizes, do que os esmurradores de lâminas.

ANSIEDADE

Você está perdido no meio do nada. E ouve um ruído longínquo de animal. O bicho pode ser um tatu ou uma onça. Se você ficar apavorado e sair correndo até um lugar seguro antes que uma possível onça se aproxime, vai ter gasto 200 calorias em 10 minutos. Se não correr e depois for surpreendido por um leão, perderá seu corpinho inteiro - isto é, 200 mil calorias. Por esse raciocínio frio e puramente matemático, valeria a pena ter um ataque de pânico se a probabilidade de o ruído ser de um leão for maior que 1 em 1 000, conclui Randolph Nesse em sua empreitada em busca das causas evolutivas de transtornos mentais. Isso justifica por que é bom sentir medo mesmo quando a ameaça é pequena. E ansiedade é isto: medo de algo que não é necessariamente real. Mais: tal como o amor, ela é uma emoção. E uma emoção é um padrão de resposta diante de situações que podem trazer riscos ou oportunidades. A paixão ajuda a cortejar um parceiro, a raiva nos afasta de alguém quando desconfiamos que fomos traídos, e a ansiedade nos faz fugir ou lutar quando sentimos ameaçados. E isso acontece sem que pensemos. Quando bate a ansiedade, o fígado começa a liberar glicose, a frequência cardíaca aumenta, menos sangue circula pela pele e mais vai para os músculos. Assim, o corpo fica preparado para reagir - a animais, à altura, a trovões, à escuridão ou ao escrutínio público. E também a coisas mais sutis, como um trabalho insuportável ou um relacionamento falido. Ou seja: a ansiedade também pode funcionar como um alarme para que você mude de vida quando necessário. Um alarme que não temos como fingir não escutar.

PESSIMISMO

Para começar, precisamos de pessimistas por perto. Como diz o psicólogo americano Martin Seligman: "Os visionários, os planejadores, os desenvolvedores, todos eles precisam sonhar com coisas que ainda não existem, explorar fronteiras. Mas, se todas as pessoas forem otimistas, será um desastre", afirma. Qualquer empresa precisa de figuras que joguem a dura realidade sobre os otimistas: tesoureiros, vice-presidentes financeiros, engenheiros de segurança...

Esse realismo é coisa pequena se comparado com o pessimismo do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Para ele, o otimismo é a causa de todo sofrimento existencial. Somos movidos pela vontade - um sentimento que nos leva a agir, assumir riscos e conquistar objetivos. Mas essa vontade é apenas uma parte de um ciclo inescapável de desilusões: dela vamos ao sucesso, então à frustração - e a uma nova vontade.

Mas qual é o remédio, então? Se livrar das vontades e passar o resto da vida na cama sem produzir mais nada? Claro que não. A filosofia do alemão não foi produzida para ser levada ao pé da letra. Mas essa visão seca joga luz no outro lado da moeda do pessimismo: o excesso de otimismo - propagandeado nas últimas décadas por toneladas de livros de autoajuda. O segredo por trás do otimismo exacerbado, do pensamento positivo desvairado, não tem nada de glorioso: ele é uma fonte de ansiedade. É o que concluíram os psicólogos John Lee e Joane Wood, da Universidade de Waterloo, no Canadá. Um estudo deles mostrou que pacientes com autoestima baixa tendem a piorar mais ainda quando são obrigados a pensar positivamente.

Na prática: é como se, ao repetir para si mesmo que você vai conseguir uma promoção no trabalho, por exemplo, isso só servisse para lembrar o quanto você está distante disso. A conclusão dos pesquisadores é que o melhor caminho é entender as razões do seu pessimismo e aí sim tomar providências. E que o pior é enterrar os pensamentos negativos sob uma camada de otimismo artificial. O filósofo britânico Roger Scruton vai além disso. Para ele, há algo pior do que o otimismo puro e simples: o "otimismo inescrupuloso". Aquelas utopias que levam populações inteiras a aceitar falácias e resistir à razão. O maior exemplo disso foi a ascensão do nazismo - um regime terrível, mas essencialmente otimista, tanto que deu origem à Segunda Guerra com a certeza inabalável da vitória. E qual a resposta de Scruton para esse otimismo inescrupuloso? O pessimismo, que, segundo ele, cria leis preparadas para os piores cenários. O melhor jeito de evitar o pior, enfim, é antever o pior.

TIMIDEZ

Escolas valorizam trabalho em grupo. Processos seletivos jogam candidatos em dinâmicas para identificar líderes natos. Empresas colocam seus funcionários em amplos escritórios sem divisórias e colhem ideias em brainstorms com uma dezena de pessoas - vale tudo, menos ter vergonha de falar besteira. Vivemos no mundo dos extrovertidos. Mas há pesquisadores que veem essa valorização do trabalho coletivo e da extroversão como um tiro no pé. "O mundo está desperdiçando o talento das pessoas tímidas", defende Susan Cain em seu livro Quiet (Quieto, sem versão brasileira), que compila estudos sobre o assunto.

Mas como a timidez pode ser positiva, afinal? Para responder a isso, precisamos esclarecer uma coisa - ser introvertido não significa ser fechado ao exterior. Muito pelo contrário. É ser sensível demais a ele. É o que tem demonstrado desde a década de 1960 o psicólogo Jerome Kagan. Em seu estudo mais importante, ele juntou 500 bebês de 4 meses em seu laboratório em Harvard para observar como reagiam quando estimulados com sons, imagens coloridas em movimento e cheiros. Então separou o grupo dos que reagiam muito - 20% deles - e o dos que reagiam pouco - 40%. Suas pesquisas anteriores lhe permitiram predizer o contrário do que a intuição sugere: os muito reativos se tornariam os futuros introvertidos. Aos 2, 4, 7 e 11 anos de idade, essas crianças voltaram ao laboratório de Kagan. As que haviam sido classificadas como muito reativas desenvolveram personalidades sérias, cuidadosas, enquanto as pouco reativas se tornaram mais relaxadas e autoconfiantes - a futura turma do fundão. Isso porque a amídala (estrutura do sistema límbico, responsável por reações instintivas, como apetite, libido e medo) é mais facilmente estimulada em crianças muito reativas. Ou seja, são mais alertas, mais sensíveis a estímulos novos. Suas pupilas se dilatam mais, suas cordas vocais ficam mais tensas, sua saliva tem mais cortisol - um hormônio do estresse - e seu batimento cardíaco se acelera mais. Um pouco de novidade já implica em vontade de se proteger. O lado negativo é que são mais vulneráveis à depressão e à ansiedade. Mas, ao mesmo tempo, podem ser mais empáticas, cuidadosas e cooperativas, desde que se sintam em sua zona de conforto. "Crianças muito reativas podem ter maior probabilidade para se tornar artistas, escritores, cientistas e pensadores, pois sua aversão a estímulos novos as faz passar mais tempo no ambiente familiar - e intelectualmente fértil - de sua própria cabeça", diz Cain. Um introvertido concentra a mente numa só atividade, em vez de dissipar energia em assuntos não relacionados ao trabalho - estudos do programador americano Tom DeMarco com 600 colegas mostram que o que define a produtividade no setor de TI não é o salário nem a experiência, mas o quão isolado é o ambiente de trabalho. A solidão também permite focar-se nas próprias falhas e treinar até chegar à perfeição. É esse tipo de prática que cria grandes atletas e virtuoses musicais.

AUTISMO

Ludwig Wittgenstein, gênio da filosofia, começou a falar só aos 4 anos. Estudou com tutores particulares em sua casa, em Viena, até os 14 anos. Sem conseguir passar no vestibulinho do colegial, foi parar em 1903 na escola técnica de Linz (a mesma de Adolf Hitler, de quem não foi colega, pois o futuro ditador estava dois anos atrasado nos estudos). Mas ele simplesmente não se interessava pelos colegas. A solidão e a dislexia fizeram dele um perfeito alvo de bullying. "Nunca consegui expressar metade do que queria. Na verdade, não mais que um décimo", contou em suas memórias.

Assim foi o jovem Wittgenstein. Mas sua excentricidade e o fato de ter revolucionado a filosofia no século 20 não são uma contradição, segundo o professor Michael Fitzgerald, do Trinity College, em Dublin. O psiquiatra vê em sua biografia sintomas que caracterizam a síndrome de Asperger - um tipo de autismo que, aliado a um intelecto avantajado, pode ser a base da genialidade.

Todo autista se foca obsessivamente em interesses muito específicos, tem comportamentos repetitivos e não se interessa em interagir com outras pessoas. Mas, enquanto a imagem mais comum é a da criança ensimesmada balançando para a frente e para trás, o espectro do autismo vai desde o atraso mental até o desenvolvimento linguístico e cognitivo completo - caso da síndrome de Asperger. Quem tem essa síndrome não se interessa em dividir experiências e emoções, tem padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento e de interesses e não abre mão de sua rotina. Isso torna o convívio difícil - mas pode ter um efeito colateral inesperado.

"Muitas características da síndrome de Asperger aumentam a criatividade", escreve Fitzgerald em Autism and Creativity (Autismo e Criatividade). "Pessoas assim têm uma capacidade extraordinária para focar-se em um tópico por um longo período - dias, sem interrupção nem mesmo para as refeições. Não desistem diante de obstáculos." E não é apenas a concentração. A forma como entendem o mundo é diferente. Quando veem uma coisa, apreendem o detalhe para então sistematizar como funciona o geral - enquanto a maioria das pessoas apreende o geral para depois se afunilar em detalhes. Isso é um enorme ponto positivo para engenheiros, físicos, matemáticos, músicos.

Não que não haja um lado negativo. Portadores da síndrome de Asperger também têm dificuldade em aceitar e adotar regras sociais. Por isso, muitas vezes parecem ter personalidade infantil. Quando entrou para a faculdade de engenharia, Wittgenstein se fascinou pela obra Os Princípios da Matemática, de Bertrand Russell. Em 1911, mudou-se para a Universidade de Cambridge para estudar com Russell. Nos primeiros dias, chegava à sala do mestre à noite e seguia até a manhãzinha desdobrando suas ideias como que em um monólogo. Em 1926, quando terminou a defesa oral de sua tese de doutorado, deu um tapinha nos ombros dos examinadores. "Não se preocupem. Eu sei que vocês nunca conseguirão entender", disse. Wittgenstein começou então a dar aulas. Em seus seminários, era como se não houvesse uma audiência. Lutava com seus pensamentos e volta e meia caía em silêncios que nenhum estudante ousava interromper. Qualquer comentário que considerasse estúpido era retrucado brutalmente.

Para escrever Investigações Filosóficas, sua maior obra, ficou isolado numa cabana na Irlanda. Certa vez, o caseiro, que o havia visto conversando, perguntou-lhe se tivera uma boa companhia. A resposta foi: "Sim, falei muito com um ótimo amigo - eu mesmo". Numa carta a Bertrand Russell, escreveu: "Estar sozinho me faz um bem infinito, e não acho que agora poderia suportar a vida entre pessoas". O único grande prazer social do filósofo era discutir seus interesses - lógica, linguística e música. O mundo real pouco lhe importava.
O gene da engenharia
Todo engenheiro é um pouco autista. Essa é a conclusão, polêmica, do psiquiatra Simon Baron-Cohen, de Cambridge. Simon buscava identificar se estudantes com sintomas da síndrome de Asperger tinham predisposição a escolher alguma área específica de conhecimento. Fez um levantamento com graduandos de Cambridge e viu que alunos de exatas eram os mais propensos a ter os sintomas. O estudo fez barulho suficiente para que os pais de alunos de Eindhoven, na Holanda, entrassem em contato com ele depois de identificarem uma epidemia de autismo na cidade, conhecida pela concentração de empresas tecnológicas. Baron-Cohen comparou Eindhoven com Haarlem e Utrecht - que têm número semelhante de habitantes - e levantou a porcentagem de pessoas empregadas em tecnologia: 30, 16 e 17%, respectivamente. Depois, pesquisou a prevalência de autismo diagnosticado nas cidades: 229 por 10 mil crianças em Eindhoven, contra 84 e 57 nas outras. Para Baron-Cohen, isso é indício de que regiões onde pais têm empregos relacionados à "sistematização", como o da tecnologia da informação, terão uma taxa de autismo maior em suas crianças. É um resultado polêmico: indica que as pessoas naturalmente mais aptas para as ciências exatas carregam mais genes ligados ao autismo do que a média da população. E mais: é uma evidência de que essa aptidão seja, por si só, uma forma leve de autismo.

Einstein, o autista
O psiquiatra Michael Fitzgerald identificou traços da síndrome de Asperguer, uma forma moderada de autismo, em 42 personalidades históricas. Conheça algumas delas.

ALBERT EINSTEIN
"Meu senso de justiça e de responsabilidade social sempre se contrastou com minha falta de necessidade de contato direto com outras pessoas ou comunidades. Sou de fato um viajante solitário e nunca pertenci a meu país, à minha casa, aos meus amigos ou mesmo à minha família", escreveu o físico nos ensaios Como Vejo o Mundo.

GLENN GOULD
Um dos maiores pianistas do século 20 não deixava ninguém tocá-lo e, quando mais velho, só se comunicava com o resto do mundo por telefone ou por cartas. Aos 32 anos parou de tocar em público e se fechou no estúdio. Afinal, para ele tocar música era um ato tão íntimo que não dava para conciliá-lo com a audiência.

LEWIS CARROLL
O escritor americano Mark Twain chegou a dizer que Carroll, matemático autor de Alice no País das Maravilhas, era interessante "somente para olhar." Era o homem "mais estiloso e mais tímido" que já tinha visto. Não dava autógrafos nem deixava ser retratado - mesmo sendo ele mesmo um fotógrafo amador. "Minha aparência e minha escrita pertencem somente a mim", escreveu em uma carta.

FRACASSO

Quando destruímos um relacionamento, somos demitidos ou vivemos qualquer outra grande frustração nessa linha, não tem muito jeito: sentimos não só que um plano deu errado, mas que falhamos como pessoa.

Nossa mente, porém, evoluiu com uma defesa contra isso: ela ignora o que não quer saber. Uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior é ativada quando percebemos que alguma coisa deu errado. É como se fosse o mecanismo do "putz!". Com ele, excitamos mais uma região - o córtex pré-frontral dorso-lateral. Ele é o "censor" da mente, responsável por apagar determinado pensamento.

Esse mecanismo duplo - primeiro o "putz" e depois o "esquece" - permite editar nossa consciência conforme nossa vontade. Assim, conseguimos deixar para trás nossos fracassos.

Isso também acontece com cientistas. No início da década de 1990, Kevin Dunbar começou a observar os laboratórios de bioquímica da Universidade de Stanford. Descobriu que a metade dos dados obtidos nas pesquisas não batia com o que suas respectivas teorias previam. Os resultados às vezes simplesmente não faziam sentido. A reação então era típica: primeiro, os pesquisadores procuravam um bode espiatório - alguma enzima ou máquina devia não ter funcionado direito. Então repetia-se o experimento. Quando o resultado inesperado acontecia de novo, o experimento inteiro era considerado um fracasso e acabava arquivado. O que os pesquisadores não percebiam é que o mecanismo "putz, esquece" de sua mente os cegava. Dunbar então observou grupos de estudo com pesquisadores de diferentes áreas - biólogos, químicos e médicos. O fato de ter pessoas com um olhar de fora fez com que os bioquímicos, em vez de jogar fora o experimento, abrissem os olhos e repensassem suas teorias. Assim puderam reavaliar suas convicções e muitas vezes encontrar o caminho que funcionava. Moral da história: entender o porquê de um fracasso pode ser o melhor atalho para o sucesso.

É mais ou menos o que aconteceu com a britânica Joanne Rowling. Quando era adolescente, tudo o que seus pais esperavam dela era que não fosse pobre como eles. E tudo o que ela queria era ser escritora. Para arranjar um meio-termo entre seu desejo e o dos pais, fez faculdade de letras. Terminados os estudos, sua vida virou uma sucessão de fracassos. Tentou agradar os pais trabalhando num escritório, mas não suportava a chatice do dia a dia. Quando a mãe morreu, mudou-se para Portugal para dar aula de inglês. Em 3 anos, casou-se, teve uma filha e se divorciou. Desempregada e descasada, mudou-se para a Escócia, onde, deprimida, foi viver da ajuda financeira do Estado. Quando Joanne estava no ponto mais fundo de seu fracasso, começou a escrever um livro. Levou um "não" de 8 editoras - até conseguir uma que publicasse seu Harry Potter e a Pedra Filosofal. Adotou o nome artístico de J. K. Rowling e, em 3 anos, se tornaria a mulher mais rica do Reino Unido. E, para ela, o ingrediente de seu sucesso foi o fracasso. "O fracasso significa eliminar tudo o que não for essencial. Parei de fazer de conta para mim mesma que era uma pessoa diferente e comecei a direcionar toda minha energia em terminar o único trabalho que importava para mim", disse a uma plateia de graduandos de Harvard durante uma conferência do TED (instituição que organiza conferências sobre novas ideias). E arrematou: "Me senti liberta, porque meu maior medo já tinha acontecido. E ainda assim eu continuava viva".

DÉFICIT DE ATENÇÃO

De 3 a 5% das crianças em idade escolar são daquelas distraídas e agitadas, que perdem tudo, não conseguem fazer a lição, não esperam sua vez e agem sem pensar. Têm o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Quando crescem, os sintomas diminuem, mas os problemas, não. Podem até piorar - afinal, as responsabilidades são outras. O que se esquece não é mais a lição de casa, mas prazos e reuniões. Trabalhos são abandonados pela metade, ordens são ignoradas. A impulsividade pode custar o emprego ou o relacionamento. Por que isso é tão comum? A resposta é semelhante à da ansiedade e da depressão - essa característica já foi uma vantagem adaptativa, até que a cultura e o ambiente mudaram. Em sociedades nômades, quem tem foco de atenção disperso é capaz de cuidar melhor de seu gado, explorar áreas desconhecidas e ficar alerta para ameaças. Dan Eisenberg, da Northwestern University, EUA, observou em tribos africanas nômades e sedentárias. Entre os nômades, os que tinham o alelo 7R (ligado ao TDAH) eram mais bem nutridos do que os sem. Já nas sedentárias, acontecia o contrário. Em outras palavras, conforme o homem se estabeleceu num só lugar e começou a viver de atividades que exigem mais foco, a atenção dispersa virou desvantagem. Mas não tanto. Os mesmos genes que hoje estão associados ao risco são responsáveis por revoluções nas artes, ciência e exploração, acredita o psiquiatra Michael Fitzgerald, do Trinity College. Michael, que já tinha procurado traços de autismo na biografia de personalidades, não demorou para fazer o mesmo com o TDAH. Segundo ele, sintomas de déficit de atenção estão presentes em Thomas Edison, Oscar Wilde, Kurt Cobain (que foi diagnosticado quando criança) e até em Che Guevara. Quem tem a cabeça na Lua pode encontrar lá em cima coisas que pessoas com o pé no chão não veem.
Superávit de criatividade
Quem tem TDAH é ótimo em brainstorms, pois não se sente inibido para dar ideias aparentemente estranhas. As psicólogas americanas Holly White e Priti Shah testaram um grupo de 90 universitários divididos entre os com e os sem TDAH. Elas pediram para que cada grupo propusesse usos para um tijolo e para um balde em 2 minutos. Resultado: os desatentos se deram melhor no número de usos, na diversidade dele e, principalmente, na originalidade. Entre as soluções do grupo com TDAH estavam usar o tijolo para escrever em superfícies como concreto ou o balde como guitarra - se você adicionar cordas e um pau ali. Só faltava verificar isso no mundo real. As pesquisadoras, então, fizeram isso num segundo estudo, de 2011. Deram a 60 universitários um questionário sobre quais seus êxitos em 10 áreas criativas: artes cênicas, humor, música... Os desatentos tiveram níveis mais altos em todas as categorias.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Conheça 10 fatos sobre a vida de Napoleão Bonaparte

Pode ser que você já tenha aprendido bastante sobre as conquistas de Napoleão Bonaparte na Europa durante o século 19. Mas, como não dá tempo de ver tudo na sala de aula, alguns itens dessa lista podem surpreender você. Separamos 10 fatos sobre a vida do imperador que talvez você ainda não conheça.
Quadro de 1845 de Paul Delaroche mostra um Napoleão bem #Chateado (Imagem: "Napoléon Bonaparte abdica em Fontainebleau"/Wikimedia Commons)
Quadro de 1845 de Paul Delaroche mostra um Napoleão bem #Chateado (Imagem: “Napoléon Bonaparte abdica em Fontainebleau”/Wikimedia Commons)
1 – Napoleão nasceu em 15 de agosto de 1769 e virou tenente já aos 16 anos. Tal precocidade se deve a sua exímia dedicação. Aos 15 anos, foi admitido como cadete na Escola Militar de Paris, onde se formaria artilheiro em tempo recorde – dez meses, quando o normal seriam três anos. Ele mergulhou com afinco nos estudos do Tratado de Matemática, do professor Bezout, um grande livro de quatro volumes, cujo conteúdo era a base do exame final para os aspirantes a oficial da artilharia. Resultado: em um ano Napoleão já vestia o uniforme de tenente do exército francês. Entenda a sua rápida ascensão.
2 – Até os 17 anos, Napoleão não tinha muito jeito com as mulheres. Magricela, de cabelos engordurados e de uniforme sempre amassado, não atraia muitos olhares femininos. As moças de Paris o consideravam desengonçado – foi apelidado de “Gato de Botas” por uma jovem amiga, porque suas botas eram negras e sujas e pareciam grandes demais para aquele par de pernas finas e curtas.
3 – Sua vida amorosa deslanchou aos 18 anos, em 1787, quando abordou uma prostituta nas ruas de Paris. Antes de transarem, ele fez um verdadeiro interrogatório com ela: perguntou onde tinha nascido, de onde tinha vindo, como tinha perdido a virgindade… “Eu a aborreci depois, com minha insistência para que não fosse embora”, confessou o próprio Napoleão, em tom de timidez, nas páginas de seu diário. Casou-se aos 26 anos com Josefina de Beauharnais, uma nobre viúva de um visconde, que adorava esbanjar a fortuna de Bonaparte e trair o marido. O imperador deu o troco e virou um tremendo “pegador” depois. Saiba mais sobre a sua vida amorosa. 
4 – O ato de Napoleão de coroar a si mesmo perante o papa causou a fúria de um dos maiores compositores de todos os tempos. Contemporâneos, Ludwig van Beethoven nutria uma grande admiração por Napoleão e chegou a dedicar a ele, em 1802, a Terceira Sinfonia, conhecida hoje como Eroica. O alemão se arrependeu disso depois da coroação do imperador, em 1804. Para o músico, esse ato foi extremamente tirânico. Leia mais.
Para Napoleão, nem o papa era digno de colocar a coroa sobre a sua cabeça (Foto: "A coroação de Napoleão Bonaparte", por Jacques-Louis David/Wikimedia Commons)
Para Napoleão, nem o papa era digno de colocar a coroa sobre a sua cabeça (Foto: “A coroação de Napoleão Bonaparte”, por Jacques-Louis David/Wikimedia Commons)
5 – O imperador da França era bem guloso. Gostava de comer com as mãos e adorava pratos banhados em gordura. No café da manhã, comia ovos fritos com azeitonas e pimenta. No almoço, devorava muita linguiça. O pior, no entanto, vinha à noite. De acordo com uma revelação do cozinheiro do palácio, Denis Dunant, o patrão tomava uma sopinha de feijão com legumes antes de dormir. O caldo era tão espesso que a colher ficava em pé no meio do prato.
6 – Napoleão era extremamente racista e é considerado por Claude Ribbe, autor do livro “Os Crimes de Napoleão (Ed. Record), como um dos precursores de Hitler. Segundo o escritor, o imperador proibiu militares negros de morar em Paris, barrou os casamentos entre raças e revogou a abolição da escravatura nas colônias. Ainda de acordo com Ribbe, ele estimulou na colônia francesa do Haiti que os subordinados matassem o maior número possível de negros. Na Córsega e na ilha de Elba, criou campos de concentração. Leia mais sobre essa visão de Napoleão. 
7 – Napoleão Bonaparte era conhecido como o “anticristo” pela rainha Maria I de Portugal (que também não tinha um apelido muito legal: “Maria Louca”). As terras lusitanas estavam no alvo do general para ampliar seu território conquistado. Ele estava tão certo da vitória que chegou a apontar governadores para o Rio de Janeiro, a Bahia e o Maranhão. Não foi o que rolou. Saiba mais sobre a fuga da família real para o Brasil. 
8 – Apenas 25 mil homens – os sobreviventes da fome, do frio e dos ataques inimigos – conseguiram voltar da batalha de Napoleão na invasão de 1812 ao maior país do mundo. Para evitar o avanço de Bonaparte, os próprios russos botaram fogo em Moscou. Após cinco semanas acampando sobre as cinzas da cidade, decidiu dar meia volta e iniciar o retorno à França. Na volta para casa, o frio de -32° C penetrava nas roupas esfarrapadas dos soldados e se somava à exaustão. Saiba mais sobre a mais famosa das derrotas do francês. 
9 – Suas batalhas para conquistar a Europa causaram um número assustador de mortes. Calcula-se que o total de falecidos nos conflitos napoleônicos, entre civis e militares, fique entre 3,5 milhões e 6,5 milhões. Esses números têm relação direta com os exércitos gigantescos do francês. Só para invadir a Rússia, ele reuniu 650 mil homens – um terço dessa força lutou em Borodino. Na maior vitória e na maior derrota, respectivamente em Austerlitz e em Waterloo, eram cerca de 70 mil homens reunidos. Conheça as principais batalhas de Napoleão.

10 – Napoleão morreu em 5 de maio de 1821, na Ilha de Santa Helena. De acordo com historiadores, seu corpo passou por uma autópsia. Uma das versões é a de que o procedimento teria revelado que ele morrera de câncer no estômago. Mas ainda não foi dito ao certo qual teria sido a causa da morte. Um dado curioso: aparentemente, Napoleão teria sido enterrado sem seu pênis, que depois da autópsia teria ido parar nas mãos de um padre e desaparecido. Saiba mais sobre o “extravio” do pênis do imperador francês.

6 PENAS DE MORTE BIZARRAS

Guilhotina, fuzilamento, forca, cadeira elétrica, injeção letal, caminhar na prancha. A maioria dos países já aboliu a pena de morte, mas, em 78 nações, a execução de condenados ainda é uma prática recorrente. No Brasil, a pena foi adotada até o século 19, tendo sido abolida oficialmente em 1891 com a Constituição da República, que legalizava a ação apenas em situações de guerra. Quem ainda defende a pena capital costuma argumentar que, diante da possibilidade de uma execução, o medo ajudaria a evitar o crime. Pode não ser bem por aí: em países onde a pena ainda é adotada, a criminalidade não diminuiu.
Se as mais “convencionais” penas de morte já parecem crueis, espere até conhecer as punições aplicadas, mundo afora, em um passado não tão distante. De pisoteamentos a tiros de bala de canhão, conheça 6 penas de morte bizarras:

1. Ataques de animais
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Ser jogado aos leões já teve sentido bastante literal. Esqueça as armas e armaduras usadas pelos gladiadores que eram colocados frente a frente com grandes animais ou oponentes habilidosos para lutar pela sobrevivência. Quando os condenados à morte entravam na arena (desarmados, claro), o vencedor do embate já estava decidido. Além de leões, tigres e ursos, em algumas partes do mundo também era comum condenar criminosos ao pisoteamento por cavalos. Ai. Também popular no sul e sudoeste da Ásia, principalmente na Índia, era o esmagamento por elefantes – punição capital tão cruel quanto soa. Os animais eram treinados tanto para matar rapidamente suas vítimas, quanto para torturá-las lentamente.
Leia também: Quem foi o último condenado à morte no Brasil

2. Desmembramento
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Cortar, rasgar, puxar, arrancar. Taí uma série de verbos que ninguém quer ver associada ao próprio corpo. No século 17, no entanto, o desmembramento era uma punição comum. A pena era executada de maneira assustadora: as pernas e os braços do condenado eram acorrentados a quatro cavalos, que eram então comandados a puxar, puxar e puxar até arrancar todos os membros. Este show de horrores era aplicado geralmente aos regicidas, como foi o caso de François Ravaillac, despedaçado em 1610 depois de assassinar o Rei Henrique IV da França. Se Jaime Lannister soubesse…

3. Escaldamento
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Já popular na Europa durante a Idade Média, Henrique VIII da Inglaterra legalizou o escaldamento como pena capital no país em 1532. Os condenados – geralmente assassinos que usavam venenos para dar fim à vida de suas vítimas – eram imersos em água ou óleo fervente até a morte. Para implementar essa cruel pena, era normal usar um caldeirão, em um processo que poderia durar até duas horas.
Leia também: Como funciona o corredor da morte

4. Funeral vivo
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É exatamente isso que você está pensando. Ser enterrado vivo já foi uma pena capital. Desde a Roma Antiga, “funerais prematuros” foram aplicados como forma de punição tanto para virgens que quebravam o voto de celibato, quanto para prisioneiros de guerras e mães acusadas de infanticídio (assassinato de crianças).

5. Bola de canhão
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Ser atingido por uma bola de canhão já seria o suficiente para dar um fim (doloroso) à vida de um criminoso condenado. Mas o método empregado nesta punição não abria espaço para qualquer risco de percurso: habitualmente, a vítima era amarrada à boca do canhão antes de ele ser disparado à queima roupa. Frequentemente, isso provocava também o desmembramento violento do condenado.

6. Apedrejamento
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Ser apedrejado até a morte. Se pertencesse apenas ao passado, esta pena já daria calafrios. Mas fica pior: é aplicada até os dias de hoje na lei islâmica, a Sharia. Desde o século 2, o apedrejamento é praticado em países como Afeganistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Irã, Nigéria, Paquistão e Sudão. Os condenados são geralmente os adúlteros, e a pena para quem pula a cerca tem regras: o sentenciado é enterrado no chão (as mulheres, até a altura do peito; homens, até a cintura) e é alvejado pelo povo até a morte. A recomendação é que as pedras usadas não sejam grandes demais, para não “correr o risco” de finalizar a punição com apenas uma ou duas pedradas.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

DEZ COISAS QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER ENQUANTO ESTIVER ESTUDANDO


01 Deixar de estudar uma matéria porque você não gosta dela
O importante é intercalar: se você detesta matemática e adora história, pode começar com a primeira e, depois, se concentrar na disciplina mais “prazerosa”.
02 Deixar dúvidas para trás
Nunca faça isso, porque imagina cair na prova justamente o que você ficou com dúvida? É importante que o estudante arranje outros métodos para tentar entender o assunto. Durante os estudos, é prudente que ele anote os pontos obscuros da matéria para evitar que os esqueça.
 




 03 Comer algo (muito) diferente na véspera de uma prova
Pode causar algum problema, então evite! Uma dica: peixes magros, linhaça, frutas amarelas e cítricas, muita água e chocolate amargo são alimentos que ajudam a manter a concentração.

04 Não parar para descansar
Não estude mais do que quatro horas por dia, além do período que você está na Faculdade.

  05 Deixar de criar um hábito de estudos


  




06 Levar tablet, celular, notebook na hora de estudar 
Mantenha um foco específico, esses objetos podem tirar a concentração e atrapalhar toda a organização de estudos.

07 Usar a internet para estudar e deixar Facebook ou outras redes abertas
Não será muito aproveitável seu momento de estudo.

08 Usar estimulantes
Tomar café, energético ou alguma bebida à base de cafeína na hora do estudo só adia o cansaço: ele volta, depois, muito mais forte. O ideal é parar de estudar e descansar um pouco.
  



09 Não use provas muito antiga O ideal é pegar as provas aplicadas nos três últimos anos e verificar, também, se não houve mudanças no formato do vestibular.

10 Fazer anotações pouco eficientes
Em aulas ou em palestras pode ser útil aperfeiçoar suas técnicas de anotações, porém não faça uma letra que você mesmo não entendera depois.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dez fatos interessantes sobre o curso e a carreira de Direito

Para conhecer mais sobre a carreira e o curso de Direito, Thiago Marrara (professor de Direito Administrativo, Ambiental e Urbanístico da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto Universidade de São Paulo – USP), lista dez fatos interessantes sobre a área. Confira!


1. É preciso gostar de ler
O material de trabalho do estudante de Direito é a linguagem e as leis. É importante gostar de ler, escrever e de se aprimorar sempre. O Direito é dinâmico, justamente porque lida com a realidade e com as pessoas. É preciso se atualizar constantemente.

2. A escrita é importante
É preciso tomar cuidado para não se deixar influenciar pela imagem que o cinema passa sobre a profissão. Muitos filmes americanos com histórias em tribunais mostram o advogado falando sem parar, exaltado, mas isso é o modelo americano. No Brasil é diferente, tudo é muito escrito.
3. O Direito lida com o conflito
Outra característica importante do estudante é a combatividade, pois o Direito lida diretamente com o conflito; o trato com as pessoas e o gosto por questões de humanidades também contam.

4. O curso tem duração de cinco anos
Esse é o tempo que você levará, no mínimo, para se formar. Os cursos são diurnos ou noturnos na maioria das universidades, mas também podem ser integrais.

5. A maioria das disciplinas são teóricas
As aulas abordam questões de humanas, como Filosofia e Sociologia. Treina-se também a parte da oratória, com seminários onde estudantes apresentam um tema e exercitam fala e argumentação.

6. O estágio é obrigatório
Todo estudante precisa estagiar. Para ajudá-los, as universidades costumam ter convênio com fóruns, por exemplo, onde os alunos podem trabalhar.

7. Há diferentes caminhos depois da graduação
Se você quer seguir na área acadêmica, pode fazer mestrado e doutorado. Outro caminho são as especializações, cursos de um ano e meio de duração com conteúdo mais específico, como Direito Empresarial e Direito Econômico.

8. Só o diploma universitário não basta
Não se consegue ser advogado, juiz ou promotor apenas com o diploma da universidade. É preciso passar por provas, como da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e do Ministério Público (para quem quer ser promotor).

9. Várias carreiras só podem ser seguidas por quem cursou Direito
Advogado, procurador (o advogado de um município, estado ou da União), promotor de justiça, magistratura (juiz), delegado de polícia, tabelião e professor de Direito são áreas que exigem o diploma do curso. Já outras não são exclusivas, mas quem fez o curso tem uma boa base, como diplomata e administrador público.

10. Há demanda por professores
Com a criação de novas universidades e cursos de Direito, professores estão cada vez mais requisitados. Quem seguir a área acadêmica pode ter boas chances no mercado.


Fonte: Guia do Estudante

terça-feira, 29 de abril de 2014

Veja (e evite) 10 erros comuns de português na hora de escrever uma redação

Saber argumentar e ser coerente é essencial para um bom texto. Mas, segundo a professora de redação do Cursinho do XI, Vivian D’Angelo Carrera, o maior problema das redações da maioria dos alunos ainda são os erros gramaticais.
Ela listou os dez mais comuns para você ficar atento na hora da prova:

Erros ligados à semelhança sonora:
1. “Isso não tem haver” no lugar de “Isso não tem a ver”.

2. “Ele não sabe lhe dar com o problema” em vez de “Ele não sabe lidar com o problema”.


3. “As pessoas encontrão situações complicadas” no lugar de “As pessoas encontram situações complicadas”.

4. “A situação foi mau resolvida” e “ Ele é um mal elemento” no lugar de “A situação foi mal resolvida” e “ Ele é um mau elemento”. (“Mau” é o oposto de “bom“; “mal” é o oposto de “bem“. Na dúvida, troque a palavra pelo seu oposto e veja qual se encaixa melhor).

5. “O governo não investe como deveria em educação, mais cobra muitos impostos” em vez de “O governo não investe como deveria em educação, mas cobra muitos impostos”.
Outros erros do tipo: consiente (consciente), siguinificar (significar), extresse (estresse), supérfulos (supérfluos).
Há também os erros envolvendo junção de elementos: incomum (em comum), concerteza (com certeza), encontra partida (em contrapartida), apartir (a partir), porisso (por isso).

6. Erros causados pelo mau uso das regras gramaticais:
Uso do onde (pronome relativo de lugar) ligando ideias que não têm a ver com lugar.
“A amizade é algo presente na vida de todos, onde muitos se esquecem disso”.

7. Mau uso dos pronomes demonstrativos
“É necessário conhecer as próprias limitações. Isto deve ser feito aos poucos”. (O correto seria isso, por fazer referência a uma ideia anteriormente apresentada. “Isto” deve ser usado quando se refere a uma ideia que será apresentada em seguida).
“A população conhece os problemas do Brasil, e a mesma também sabe como resolvê-los. (Apesar de muita gente usar, o pronome mesmo não pode substituir um substantivo. O correto seria “A população conhece os problemas do Brasil, e ela também sabe como resolvê-los.”).

8. Erros de concordância com verbos que não permitem o plural ou uso de singular quando o verbo deve ir para o plural.
“Fazem dois anos que ninguém resolve o problema.” (Os verbos fazer e haver, quando indicam tempo cronológico, não se pluralizam).
O correto seria: “Faz dois anos que ninguém resolve o problema”.
Encontra-se saídas” em vez de “Encontram-se saídas”. (Neste caso, o verbo concorda com o sujeito. Na dúvida, veja se dá para usar a voz passiva: “Saídas são encontradas”. Se for possível, o verbo deve ir para o plural).
Obs.: O verbo ter, para concordar com o sujeito plural, recebe acento circunflexo.
As pessoas têm o direito de votar.

9. Erros de regência
“Desigualdade social implica em desemprego” em vez de “Desigualdade social implica desemprego”. (Implicar é transitivo direto no sentido de acarretar).

10. Pleonasmo
“Aconteceu uma manifestação dez dias atrás, então é necessário criar novas saídas para as discussões.” (Ou se usa há ou atrás. Criar e novas também trazem a mesma ideia, então o certo seria usar apenas uma das duas).

domingo, 27 de abril de 2014

6 dicas para ler mais livros

 Você consegue reservar tempo para ler ou sente que não faz isso tanto quanto gostaria? Além das obrigações do dia a dia, existe muita coisa legal disputando o nosso tempo e atenção – videogames, séries, filmes, internet, compromissos com os amigos. Por mais que gostemos de livros, conseguir tempo para eles pode ser um desafio.
Aproveitando que nesta semana comemoramos o Dia Mundial do Livro (em 23 de abril), resolvi compartilhar com vocês algumas práticas que me permitem manter uma boa rotina de leitura. Se tiverem outras para compartilhar, deixem nos comentários!

1- Reserve um período do dia para ler (e leia mesmo) 

        Se você não lê porque fica esperando a hora em que não vai ter nenhum outro compromisso, está no caminho errado. Ainda mais se não for tão fã assim de leitura, pois todas as outras atividades vão parecer mais interessantes que o livro. Eu já tive esse problema de esperar a “hora certa” também, mas descobri que, enquanto encarasse a leitura como uma tarefa menos importante do que outras (embora eu a preferisse sobre todas elas), não conseguiria terminar meus livros nunca. Sem contar os dias em que chego cansada do trabalho e só quero dormir. Mas, mesmo nesses casos, eu nunca ia dormir cedo – sempre acabava me distraindo e perdendo um número ridículo de horas jogando Candy Crush ou vendo TV. A solução que eu encontrei foi reservar um horário mais ou menos fixo para ler, todos os dias. No meu caso, é um pouco antes de dormir. E é importante manter esse período como algo sagrado: vá para um lugar silencioso, desligue a TV, deixe o celular ou qualquer outra coisa que o possa distrair longe.
Não se preocupe em estabelecer uma quantidade específica de minutos: algumas vezes, o livro vai te prender e você vai ficar lendo por horas; outras, vai estar tão cansado que só conseguirá ler por cinco minutos antes de cair no sono. O que importa é a regularidade: melhor um pouquinho a cada dia do que passar horas lendo, mas só fazer isso uma vez por ano. (Aliás, isso vale para qualquer outro projeto pessoal). Sem contar que, lendo todo dia, você vai manter a história fresca na cabeça e, além de criar uma conexão maior com ela, não vai precisar recapitular o que já leu – o que atrasa MUITO a leitura. E isso também o deixará mais motivado.

2- Compre e/ou pegue emprestado mais livros do que consegue ler
          É comum ouvir de leitores entusiastas frases como “Comprei tanto livro que nunca vou conseguir ler tudo!” ou “Tenho livros que ainda nem tirei da embalagem”. Embora essas coisas possam até ser ditas com uma culpa sincera, isso definitivamente não é motivo para se envergonhar. O mesmo vale para quem pega livro emprestado. Quando estava na universidade, eu ia toda semana à biblioteca e chegava a pegar dez livros de uma vez (era o número máximo permitido). Embora não conseguisse ler todos por completo, essa foi a época em que mais li na vida. É claro que você não precisa exagerar (pegar dez de uma vez não é uma boa ideia se você precisar se equilibrar em um ônibus com eles depois), mas saber que há livros esperando por você é um grande estímulo para a leitura. Querer ler, mas pensar que ainda será preciso ir atrás de um livro legal pode dar preguiça e há ainda o risco de você se distrair no caminho.


3- Vá a feiras de livros 

 Feiras de livros são oportunidades ótimas para ajudar você a montar uma biblioteca particular e conhecer livros e autores novos. A da USP, que acontece todo fim de ano, reúne dezenas de editoras e todos os livros são vendidos com pelo menos 50% de desconto. Muitas outras universidades fazem eventos parecidos. Vale a pena dar uma procurada no calendário da sua cidade e reservar um dinheirinho para fazer uma boa compra nessas ocasiõene







                                                                                                                             4- Leia mais de um livro por vez
                                                            
 Ter foco é bom, mas também precisamos ser flexíveis. E isso se aplica à leitura. Por mais que gostemos de ler, nem sempre temos vontade de encarar aquele livro específico. Às vezes estamos mais para uma leitura filosófica, outras vezes preferimos ler sobre ciência ou queremos fugir da realidade com um pouco de literatura fantástica. A menos que você precise ler determinada obra para a escola ou algo do tipo, não há problema em ir atrás de um livro que agrade você naquele momento. Há dias em que eu não estou com energia para encarar algo no nível do “Grande Sertão: Veredas”, e sei que insistir só me faria perder tempo, porque eu ficaria me distraindo. Mas isso não significa que eu não consiga ler um livro mais leve – e é o que eu faço. Só tente não desistir dos outros livros: mantenha o compromisso de terminar os que você começa a ler. O que nos leva para o próximo item.

                                                     5- Comprometa-se a ler determinado número de páginas antes de desistir de um livro

Eu já vi muita gente desistindo de livros muito bons porque não gostaram das primeiras páginas. E isso parece especialmente comum em se tratando de clássicos da literatura, muitas vezes porque a linguagem usada é mais complicada, ou porque já começamos a leitura cheios de expectativas ou preconceitos. A verdade é que, pelo menos para mim, quase nenhum livro é realmente legal desde o começo. E leva um tempo (às vezes maior, às vezes menor, dependendo da obra e do nosso nível de concentração) para nos acostumarmos com a linguagem e a personalidade do narrador. Mas um spoiler: você se acostuma. E, se perceber que não rola, certifique-se de ter tentado de verdade. Para isso, sugiro adotar a “regra das 50 páginas” (ou algum outro número razoável que você prefira). Ela consiste em só desistir de um livro depois de ler esse número mínimo de páginas. Até lá, a história já se desenvolveu um pouco e você teve tempo para se envolver com a obra (a menos que você esteja lendo, sei lá, Hemingway ou Dostoiévski – dois autores que, não entendam mal, eu realmente amo, mas as histórias muitas vezes são difíceis de engatar. No caso deles, eu recomendo aumentar o número mínimo até que comece a curti-los também). Ao fim desse período de teste, você pode decidir, sem culpa, se quer seguir em frente ou não.

                                                                                                                    6- Carregue sempre um livro na mochila 

Perdi a conta de quantos livros eu já li dentro de um ônibus quando morava mais longe do trabalho e da faculdade. Num passado mais simples, antes de quase todo mundo ter um smartphone, era muito comum ver pessoas lendo no transporte público ou em filas e salas de espera. Que tal pegar um livro em vez de ficar trocando mensagens ou olhando o feed das redes sociais? Muitas vezes, quando eu sei que a espera vai ser longa, até levo mais de um livro para poder escolher aquele em que me concentro mais.

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